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FESTIVAL DA COMUNICAÇÃO SINDICAL E POPULAR

Sobre

O Festival da Comunicação Sindical e Popular, organizado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) na Cinelândia, é um espaço de articulação, formação e resistência da comunicação dos trabalhadores no Brasil. A atividade, que toma conta da praça todo dia 24 de julho, torna visíveis materiais de comunicação da imprensa sindical e alternativa, conecta movimentos sociais, sindicatos e comunicadores de favelas e periferias, e coloca a “batalha das ideias” como tema central em um momento de forte domínio das redes sociais pela direita e ataques aos direitos trabalhistas.

 

Por que o festival é importante para sindicatos e movimentos sociais?

 

Divulgação e circulação da imprensa alternativa

O evento funciona como uma “feira da comunicação dos trabalhadores”. Durante um dia inteiro, sindicatos, associações, coletivos de comunicação e movimentos populares expõem suas publicações em barracas e levam para o espaço público materiais que normalmente circulam apenas em ambientes organizados ou em plataformas digitais. Expor esse trabalho para as pessoas que transitam pela Cinelândia, mesmo que apenas por um dia, ajuda a ampliar o alcance do que é produzido. 

Disputa de ideias e enfrentamento à desinformação

Com o tema “A comunicação popular e sindical na batalha das ideias”, a edição de 2026 chama atenção para a necessidade de contrapor narrativas dominantes nas redes sociais, especialmente em contextos de alianças entre empresários e extrema direita para retirar direitos. 

Formação é programação

Além das exposições, o festival promove aulas públicas e debates com professores, jornalistas e lideranças sociais. Esse esforço tem como objetivo aproximar formação prática e teórica em comunicação sindical e popular para ampliar o acesso a conhecimentos sobre estratégias de mobilização, produção de conteúdo, uso de novas tecnologias e enfrentamento de discursos fascistizantes.

 

Articulação nacional entre diferentes setores

O festival reúne dirigentes sindicais, comunicadores populares, artistas, sanitaristas, parlamentares de esquerda e movimentos sociais de todo o país. Um encontro que cria oportunidades de troca de experiências e fortalecimento de redes de comunicação entre favelas, periferias, organizações sindicais e universidades.

Reconhecimento e valorização da comunicação dos territórios

A proposta do festival é “ecoar vozes” e mostrar que a nossa comunicação, feita dentro nos territórios, movimentos e sindicatos, é fundamental para construir um outro olhar para problemas concretos e fortalecer a organização comunitária. No caso dos comunicadores de favelas, é também o reconhecimento de um trabalho que, muitas vezes, é invisibilizado. 

 

Conexão com redes mais amplas

Participar do festival permite que coletivos periféricos se conectem com sindicatos, movimentos nacionais e veículos maiores como o Brasil de Fato, de alcance nacional, e criem alianças para ampliar a circulação de suas produções e fortalecer ações conjuntas em defesa de direitos.

 

Significado político e histórico do evento

 

Celebração do Dia Municipal da Comunicação Popular

O dia 24 de julho foi instituído como Dia Municipal da Comunicação Popular em homenagem a Vito Giannotti, operário, militante sindical e referência na comunicação dos trabalhadores, que faleceu em 2015. O festival, assim, não é apenas um evento, mas uma celebração simbólica de que comunicar é um direito e uma ferramenta estratégica de mobilização, formação e resistência.

 

Inspiração na tradição dos jornais comunistas e da imprensa operária

Seu formato é inspirado em festas antigas realizadas por jornais comunistas e na tradição da imprensa sindical e alternativa do início do século passado no Brasil, recuperando historicamente o papel da comunicação como elemento de organização da classe trabalhadora.

 

Cultura, arte e política

A programação inclui apresentações culturais, barraca de livros, distribuição de panfletos e outras atividades que integram arte e política e mostram que a comunicação popular não se reduz à informação. É também construção de identidade, memória e empatia entre diferentes setores do povo.

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